domingo, 28 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
chove! (poema)
jopin pereira
25/06/2015r
chove!
lágrimas de chuva correm
no vidro de minha janela.
descaem pela face da noite
em que se transformou a minha vida.
em seu lento caminhar,
rolando sobre a face vítrea
impressa em minha janela,
desenham um rosto.
não mais que um contorno.
uma contínua linha
expressa a presença
de alguém que se foi,
e no entanto continua presente,
marcando todos os meus momentos.
difícil apagar tantas marcas,
de tudo que foi vivido,
pensado, sonhado.
reconstruir a alma?
curar a dor do sentimento partido?
acreditar que é real a partida?
ainda não sei bem;
uma parte de mim se foi.
a linha se esgueira
pela fria superfície molhada,
destacando-se das demais gotas
que saltitam em sua volta.
parece que algumas gotas especiais se unem,
comandadas por uma mão imaginária,
que as liga.
para formar aquilo que vejo?
ou seria aquilo que quero ver?
será que só vejo?
sinto,
como se estivesse desenhando
em minha pele.
mas é no vidro
que se delineia o rosto que ali surge ,
desenhado pelas gotas da chuva.
uma história de vida,
um caminho trilhado.
quero entender
por que a estrada se estreitou?
em que ponto dela
a vida parou?
razões de vida?
escolhas?
incertezas?
desencontros?
o que?
o rosto finalmente se forma na janela:
é você!
desde o início eu já sabia.
sempre esteve impresso em mim.
mas a chuva se irá.
o sol chegará
para suceder a noite.
o que será do novo dia?
quando choverá novamente
para que eu possa te rever?
sábado, 20 de junho de 2015
Pátria Esfaqueada
Jopin Pereira
20/06/2015 11:35 h
A faca tem sido um instrumento que passou a aparecer, diariamente, nas manchetes dos jornais, nas tv’s, nas rádios, em suma, na boca do povo, e no corpo também. Ganhou status de celebridade.
O fato que lançou o “meme” * do momento foi gerado pelo caso do jovem que matou a facadas o médico que se exercitava de bicicleta, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro. Um assassino, que é tão vítima quanto o vitimado. Vítima de uma séria de erros, desacertos, más intenções, corrupções, e todo um leque de opções dos vapores fétidos exalados de um lamaçal que inebria, contamina, altera mentes e comportamentos, e age.
Seguiu-se ao fato uma enxurrada de notícias sobre esfaqueamentos, como sói acontecer nesses momentos. Não que o fato tenha estimulado esses atentados, mas sim, porque a sociedade e a mídia passaram a voltar a atenção para isso, e a registrar e mostrar o que sempre acontece e aconteceu todo dia aqui, e por que não dizer, no mundo.
Esse é tão somente o esfaqueamento físico, - o que não suprime a sua gravidade -, qual seja, obter ou tirar proveito de alguém por ameaça ou uso de uma faca ou similar. No entanto, o maior esfaqueamento que se faz é aquele contra o povo, suas instituições e empresas públicas, quando sangram os recursos da exploração das riquezas naturais do país, que trariam, se bem empregados, benefícios enormes para a população, sob todos os aspectos.
Esfaqueiam as pessoas, da criança ao idoso, principalmente os pobres: quando procuram os hospitais públicos e nem uma maca têm para se deitar;quando não têm a possibilidade de fazerem exames de última geração; quando acordam na madrugada para pegar uma senha (limitada) de acesso a uma mínima consulta, que muitas vezes são agendada com prazo de até um ano ou mais; quando não conseguem os medicamentos que os mantêm vivos, por vezes necessitando contar com o apoio da defensoria pública para obterem-nos; quando agendam cirurgias que são adiadas continuamente por falta equipamentos, materiais, instalações com problemas; quando não conseguem nem acessar algum recurso médico por falta de transporte por ambulância ou similar, e tantas coisas mais.
Esfaqueiam os estudantes, principalmente os mais carentes e sem recursos para acessar o ensino privado: quando prefeitos desviam as verbas de materiais escolares e alimentação das escolas públicas; quando pagam ao professor, a parte mais importante desse processo, valores ínfimos, indignos, obrigando-os a terem mais de um emprego, tirando-os o tempo fora das salas para se reciclarem e se preparem; quando fazem uma política perniciosa de cotas em vez de darem oportunidades a todos, de outras formas que não seja apenas entrar numa entidade por ter cor de pele diferente ou outra forma de preconceito estimulado; quando reduzem as verbas destinadas a estudantes que precisam financiar os seus estudos, para cobrir rombos derivados de falcatruas ou má administração em outras áreas.
Esfaqueiam a todos nós, população, quando os impostos não se revertem na infraestrutura, na melhoria dos serviços, no transporte ágil, provido e confortável, na segurança, na oportunidade de emprego, na educação, na saúde, enfim, naquilo tudo que uma nação de verdade precisa retribuir aos seus cidadãos.
Esfaqueiam a esperança, a civilidade, a dignidade, a honra, o respeito, o orgulho que todo cidadão deveria ter pela sua pátria.
Quem são esses criminosos? A grande parte de governantes e políticos, esses sim, que deveriam ter a “maioridade-cidadã” reduzida, (será que têm alguma?) para que pudessem ser julgados e condenados por seus crimes de “lesa-pátria”. **
País sangrando, desatadamente. Hemorragia nacional. Não há torniquete que a segure.
Só uma transfusão de caráter, honradez, responsabilidade, respeito, honestidade, ética, humanismo e amor pelo próximo.
Pátria esfaqueada!
Meme *
Meme é um termo grego que significa imitação. O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se ao fenômeno de "viralização" de uma informação, ou seja,qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música e etc, que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade..
Lesa-Pátria **
Qualquer aliança política, traiçoeira, que causa prejuízos ao País, acabando com a Democracia, Soberania e Liberdade de seu povo, bem como efetuando desvios fraudulentos dos cofres públicos, impondo com isso um regime autoritário fundamentado na esquerda ou direita, radical ou não, aparelhando o Estado e subjugando o povo, enganando,comprando,escravizando ou fraudando eleições para permanecer no Poder.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
SOBRE COMO SER UM ESCRITOR MELHOR (Stephen King)
Em seu livro de memórias On Writing, King compartilha valiosos insights.
O renomado autor Stephen King escreve histórias que cativam milhões de pessoas ao redor do mundo, ganhando em volta de 17 milhões de dólares por ano. Ele não adoça o tema: “Não posso me sentar e dizer que não existem maus escritores. Desculpe, mas há muitos maus escritores.”, afirma o autor.
Não quer ser um deles? Aqui estão 22 grandes conselhos do livro de King em como ser um escritor melhor.
1. Pare de assistir televisão. Ao invés disso, leia o quanto for possível
Se você está apenas começando como escritor, sua televisão deve ser a primeira a ir embora. “É venenosa para a criatividade”, afirma o autor. “Escritores precisam olhar para si próprios e se virar para a vida da imaginação”.
Para tanto, devem ler o quanto podem. King leva um livro consigo a qualquer lugar, e até lê durante as refeições. “Se você quer ser escritor, deve fazer duas coisas acima de todas as outras: ler muito e escrever muito”, diz. “Leia amplamente e trabalhe continuamente para refinar e redefinir seu próprio trabalho”.
2. Prepare-se para mais falhas e críticas do que imagina saber lidar
King compara escrever ficção com cruzar o Oceano Atlântico numa banheira, porque em ambos “há muita oportunidade para dúvidas sobre si. Não apenas você vai duvidar de si, mas outras pessoas também. Se você escreve (ou pinta ou dança ou esculpe ou canta, suponho), alguém vai tentar te fazer se sentir mau sobre isso, é tudo”.
“Constantemente, você tem de continuar escrevendo mesmo quando não se sente bem com isso. Parar um trabalho apenas por ser difícil, emocionalmente ou imaginativamente, é uma má ideia”, ele conta. E quando você falha, King sugere se manter positivo. “O otimismo é uma resposta legítima e perfeita à falha”.
3.Não desperdice tempo tentando agradar pessoas
De acordo com King, rudeza deve ser a menor das suas preocupações. “Se você pretende escrever tão verdadeiramente quanto pode, seus dias de uma sociedade polida estão contados de qualquer modo”. Ele costumava ter vergonha do que escreveu, especialmente após receber cartas raivosas o acusando de ser fanático, homofóbico, assassino e psicopata.
Por seus 40 anos, ele percebeu que todo escritor decente foi acusado de ser um desperdício de talento. King definitivamente se ajeitou com isso. Ele conta: “Se você desaprova, só posso encolher meus ombros. É o que tenho. Você não pode agradar todos os seus leitores o tempo todo”. Então, King aconselha que pare de se preocupar.
4. Escreva primeiramente para si mesmo
Você deve escrever porque isso te traz prazer. “Eu fiz pelo puro prazer. Se você pode escrever por prazer, pode fazer isso para sempre”, afirma ele.
O escritor Kurt Vonnegut ofereceu um conselho parecido: “Encontre um assunto com o qual você se importe e sinta em seu coração que outros deveriam se importar. É esse cuidado genuíno, não são seus jogos de linguagem que serão o elemento mais sedutor de seu estilo”.
5. Enfrente coisas que são mais difíceis de escrever
“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer”, diz King. “São delas que você se envergonha porque as palavras diminuem seus sentimentos.” Muitos grandes trabalhos escritos vieram após horas de pensamento. Na cabeça de King. “A escrita é um pensamento refinado”.
Ao enfrentar tarefas difíceis, tenha certeza de que está cavando fundo. “Histórias são coisas encontradas, como fósseis no solo… são relíquias, parte de um mundo pré-existente não descoberto”. Escritores devem ser como arqueologistas, escavando o quanto puderem encontrar para uma história.
6. Quando estiver escrevendo, se desconecte do resto do mundo
“A escrita deve ser uma atividade totalmente íntima. Ponha sua mesa no canto do quarto e elimine todas as distrações possíveis – de telefones a janelas abertas.”
Mantenha total privacidade entre você e seu trabalho. Escrever o primeiro rascunho “completamente cru, que me sinto livre para fazer com a porta fechada”. É a história despida, apenas de meias e cuecas.
7. Não seja pretensioso
“Uma das piores coisas que você pode fazer para a sua escrita é enfeitar o vocabulário, procurar por palavras longas apenas por um pouco de vergonha das suas curtas”, afirma King. Ele compara esse engano a vestir um animal de estimação em roupas de entardecer – tanto o animal quanto o dono ficam envergonhados, porque é completamente excessivo.
Como David Ogilvy, grande ícone no mundo dos negócios, disse em uma carta a seus empregados: “Nunca usem jargões como recontextualizar, desmassificar, atitudinal, julgamental. São marcas de um imbecil pretensioso. Além disso, não use símbolos exceto quando necessário. O simbolismo existe para adornar e enriquecer, não para criar um senso artificial de profundidade” diz Stephen.
8. Evite advérbios e parágrafos longos
Como Stephen King enfatiza diversas vezes em seu livro, “o advérbio não é seu amigo”. “A estrada para o inferno está pavimentada com advérbios”, ele crê e os compara a dentes-de-leão que arruínam seu gramado. Os advérbios são piores depois de “ele disse”, “ela disse” – essas frases ficam melhores sem adornos.
Você também deve prestar atenção em seus parágrafos, para que fluam com as voltas e com o ritmo de sua história. “Parágrafos são quase sempre tão importantes como parecem, quanto pelo que dizem”.
9. Não seja apegado demais a gramática
De acordo com King, escrita é primeiro sobre sedução e não sobre precisão.
“A linguagem nem sempre precisa usar gravata e sapatos de laço. O objeto da ficção não é a certeza gramatical, mas sim fazer o leitor se sentir bem-vindo e o contar uma história. Você deve se esforçar em fazer a pessoa se esquecer de que está lendo uma. ”
10. Aprenda a arte da descrição
“A descrição começa na imaginação de quem escreve, mas deve terminar na de quem lê”. A parte importante não é escrever o suficiente, mas limitar o quanto será dito. Visualize a experiência que você quer proporcionar a quem lê, e então traduza o que vê em mente em palavras na página. Você precisa descrever coisas “de maneira a fazer o leitor sentir formigamentos”.
A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto na observação quanto na escrita. Use imagens limpas e vocabulário simples para não cansar quem lê. “Em muitos casos, quando a pessoa põe a história de lado é porque ficou chata, e essa chatice veio porque o escritor se encantou com seus poderes descritivos e perde a vista de sua prioridade, que é manter a bola rolando”.
11. Não dê muitas informações de pano de fundo
“Você precisar se lembrar de que há uma diferença entre palestrar sobre o que sabe e usar seu conhecimento para enriquecer a história. Esta é ótima, aquela não”. Certifique-se de incluir detalhes apenas para mover a história adiante e persuadir a pessoa a continuar lendo.
Caso precise pesquisar, faça com que não encubra a história. A pesquisa deve se incluir nela “tão longe como um pano de fundo ou entrelinhas que você precisar”. Você pode se sentir envolvido pelo que aprende, mas os leitores vão se importar muito mais com suas personagens e enredo.
12. Conte histórias sobre o que as pessoas realmente fazem
“A má escrita é um problema de sintaxe e observação culposa. Geralmente, vem de uma recusa teimosa em contar histórias sobre o que as pessoas realmente fazem – encarar o fato, digamos, que as vezes um assassino ajuda uma senhora a atravessar a rua”. As pessoas nas suas histórias são os aspectos com os quais seu leitores mais irão se importar, e você deve se certificar de toda a dimensão das suas personagens.
13. Arrisque-se, não há jogo seguro
Primeiro e mais importante: pare de usar a voz passiva. É o maior indicador de medo. “Estou convencido de que o medo é a raiz de muitas más escritas”, diz Stephen King. Escritores devem jogar os ombros para trás, esticar as canelas e pôr a escrita a serviço.
“Tente qualquer coisa que goste, não importa quanto entediantemente normal ou ultrajante. Se funciona, ótimo. Se não, jogue fora.”
14. Entenda que você não precisa de drogas para ser um bom escritor
“Afirmar que esforço criativo e substâncias de alteração mental estão entrelaçados é um dos grandes mitos pop-intelectuais do nosso tempo”. Aos olhos de King, escritores usuários de drogas são apenas usuários. “Alegar que drogas e álcool são necessários para aflorar uma sensibilidade refinada é apenas um self-service de besteira”.
15. Não tente roubar a voz de outra pessoa
“Você não pode mirar um livro como um míssil”, afirma Stephen King. Quando você tenta imitar o estilo de outro escritor por qualquer motivo, você não produz nada além de imitações pálidas. Afinal, você nunca deve tentar reproduzir a maneira que alguém se sente e experimenta algo, principalmente sem prestar atenção a uma profunda análise de vocabulário e enredo.
16. Entenda que a escrita é uma forma de telepatia
“Todas as artes dependem de telepatia em algum grau, mas acredito que a escritá é pura destilação”, diz King. Um elemento importante da escrita é a transferência. Seu trabalho não é escrever palavras na página, e sim transferir ideias dentro da sua mente nas cabeças dos leitores.
“Palavras são apenas a mídia pela qual a transferência acontece”. Em seu conselho de escrita, Kurt Vonnegut também recomenda que escritores “usem o tempo de um total estranho de maneira que a pessoa não sinta ter desperdiçado tempo”.
17. Leva sua escrita a sério
“Você pode se aproximar do ato de escrever com nervosismo, empolgação, esperança ou desespero”, afirma King. “Faça isso de alguma maneira, mas de leve”. Se você não quer levar sua escrita a sério, ele sugere que você feche o livro e faça outra coisa.
Como a escritora Susan Sontag disse: “A história deve atingir um nervo – em mim. Meu coração deve parar de bater quando ouço a primeira linha em minha cabeça. Eu começo a tremer nesse risco”.
18. Escreva a cada dia
“Assim que começo um projeto, eu não paro e não desacelero a menos que eu absolutamente precise”, conta Stephen. “Se eu não escrevo todo dia a personagem começa a mofar em minha mente… começo a perder meu controle sobre o enredo e o ritmo”.
Se você falha em escrever diariamente a empolgação com a ideia pode começar a sumir. Quando o trabalho começa a parecer um trabalho, King descreve esse momento como “o beijo da morte”. O conselho dele é escrever uma palavra de cada vez.
19. Termine seu primeiro rascunho em três meses
King gosta de escrever 10 páginas por dia. Em um prazo de três meses, isso soma em torno de 180.000 palavras. “O primeiro rascunho de um livro – mesmo dos longos – não deve demorar mais de três meses, o tempo de uma estação”. Se você passa tempo demais em uma peça, King acredita que a história começa a ter uma sensação estrangeira.
20. Quando terminar de escrever, dê um longo passo para trás
King sugere seis semanas de “tempo de recuperação” após terminar a escrita. Assim, você pode ter a mente limpa para perceber quaisquer buracos no enredo ou no desenvolvimento da personagem. Ele afirma que a percepção original de uma personagem pelo autor pode ser tão faltosa quanto a do leitor.
Ele compara a escrita e a revisão com a natureza. “Quando você têm de escreve um livro, investe dia após dia escaneando e identificando as árvores. Quando termina, tem de dar um passo para trás e olhar a floresta”. Quando você encontra seus enganos, ele diz que “você está proibido de se sentir depressivo sobre eles ou de se bater. Confusões acontecem aos melhores de nós”.
21. Tenha coragem de cortar
Durante a revisão, escritores constantemente tem a dificuldade de abandonar palavras que eles escreveram por tanto tempo. Mas, como King aconselha, “mate suas queridas, mesmo quando isso quebra seu pequeno coração de escriba egocêntrico, mate suas queridas palavras”.
Apesar da revisão ser uma das partes mais difíceis da escrita, você precisa abandonar as partes chatas para avançar na história. Em seus conselhos sobre escrita, Kurt Vonnegt diz: “Se uma sentença, não importa quão excelente ela seja, não ilumina o assunto de maneira nova e útil, corte-a.”
22. Permaneça casado, seja saudável, tenha uma boa vida
King atribui seu sucesso a duas coisas: sua saúde física e seu casamento. “A combinação de um corpo saudável e um relacionamento estável com uma mulher auto-confiante que nada toma de mim ou de outra pessoa possibilitou a continuidade da minha vida profissional”, ele conta.
É importante ter um bom equilíbrio em sua vida para que a escrita não consuma tudo dela. Nos 11 “mandamentos da escrita” do pintor e autor Henry Miller, ele aconselha: “se mantenha humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se sentir-se bem para isso”.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
4 Técnicas para Você Nunca Mais Errar a Vírgula (do Professor André Gazola)
terça-feira, 10 de junho de 2014
Renascendo o blog Jopinando: será?
“Criam-se blogs”. Este poderia ser um anúncio muito procurado naquela época do lançamento da moda ”blog” na Internet (até hoje tenho dúvidas se é internet ou Internet; já observei diversas grafias). No entanto, nem foi preciso publicá-lo, pois as instruções de criação dessa dita "ferramenta de mídia social" chegaram ao palco da web com tanta clareza que parir um blog era coisa de minutos, mas com uma alta possibilidade de entrar rapidamente para a estatística da mortalidade infantil.
Perdoem-me se faço um paralelo, ressaltando a facilidade de se gerar um novo ser humano e a criação de um blog, mas a coisa muda de figura, nas duas situações, quando se fala em criar, formar, prosseguir no desenvolvimento.
Segundo a Barsa internetiana , oráculo das pesquisas, conduzida pelo Dr., Prof. , Mestre, Phd, etc e tal, Mr., ou Mrs. (por que não um ser feminino?) Google, o primeiro weblog foi criado por Jorn Barger, em 17 de dezembro de 1997, – lá se vão dezessete anos, que parecem centenários. Inspirado por Dave Winer 's Scripting News , Barger começou a postar entradas diárias no seu Robot Wisdom Weblog , na esperança de encontrar "um público que pode ver as conexões entre seus muitos interesses ". Não é o caso de historiar mais por aqui, mas o tema é interessante, nem que seja apenas para os blogueiros..
O meu, Jopinando, nascido em 26 de dezembro de 2007, hoje ainda criança, com apenas seus sete aninhos, hiberna desde 10 de janeiro de 2012, creio que num período sabático, talvez inconsciente, de aquisição de novas vidas (como nos games), trazendo-me um paralelo interessante, no qual se precisa ter ganhos, vencer partidas ou mesmo batalhas, ganhar pontos e gerar suprimentos para a continuidade da sobrevivência. Gosto dessa dinâmica. Espelho da vida real.
Venho há muito serpenteando (“serpenteando” mesmo, com avanços, recuos, fugas e botes , como a originadora do termo) nos meandros desse caminho de voltar a publicar no blog.
A estratégia de autoconvencimento ou seja, a ”autoforçação de barra” a qual venho me impondo para o retorno, inclui anotações diárias da palavra “blog” na agenda de mesa, um aviso escrito com pincel atômico (alguém ainda se lembra do que é?) na parede em frente à escrivaninha (sic), etc., coisas que, por vezes, a miopia provocada pela dose de preguiça diária me impedia de ler.
Acordei hoje, repentinamente, não me perguntem a causa única, tenho diversas, com essa decisão.
Moveu-me ao retorno a culpa pela hibernação – assumo –, associada à necessidade de me expressar, a catarse * diária, e principalmente o lema* que orienta a direção do blog “provocador e estimulador permanente de minhas incursões literárias”.
Couberam também estímulos originados nas longas resposta a e-mails de amigos que me sucumbiram a uma ou outra resposta mais elaborada, mais próxima a excertos de crônicas, talvez embriões, e que a letargia me impedia de estendê-la ao blog. Acrescento a insatisfação com os diálogos mantidos em comentários abertos no Facebook, que andou por uns tempos me seduzindo, e que poderia ser uma espécie de “blog” da consciência coletiva, mas que tem se voltado para um viés de banalização ou se perdendo devido às rápidas mudanças dos interesses imediatos. Mas não saio de lá. Há muitas coisas boas que ainda o mantém interessante.
Escrever num blog é coisa atada à solidão. É preciso dela para se refletir e colocar “no papel” essas elucubrações. Não é, necessariamente, o produto redacional de um observador solitário do cotidiano. Está mais para o fruto da pertinente solidão dos escritores ou mesmo daqueles que, como eu, atribuem a si esse título, nem tanto pela competência e talento, mas pelo ânsia de se expressar.
Faço aqui a “mea culpa”, pois me senti nesse período como um pai que abandona um filho na idade de crescimento, justo no momento de formação de sua personalidade. Mas sempre é tempo para reconhecer e assumir a sua sina.
Concluo o post, para quem teve a paciência de lê-lo até aqui, de forma bem popular, com a minha resposta à pergunta do titulo, “Renascendo o blog: será?”: “Já é!”.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Escrita a muitas mãos
Para aqueles que gostam ou têm interesse em descobrir o funcionamento de textos escritos em conjunto, esse artigo é muito bom.
No último dia do ano, o Sabático http://topicos.estadao.com.br/sabatico apresentou o trabalho de quatro autores reunidos para construir um conto.
Para a avaliação do resultado, foi indicado o crítico Alcides Villaça, professor de Literatura da USP.
Os autores são dois homens e duas mulheres, consagrados e quase todos premiados.
A partida ficou a cargo do escritor angolano Valter Hugo Mãe, de 40 anos, autor de A Máquina de Fazer Espanhóis.
O segundo trecho coube à escritora gaúcha Carol Bensimon, - Sinuca Embaixo d’Água -, de 29 anos.
Para a terceira parte, foi indicado o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito, autor de Galileia, 60 anos.
E, o fechamento foi realizado pela portuguesa Inês Pedrosa, - Os Íntimos -, 59 anos.
O tema dizia respeito a dois casais de idosos, um morando numa casa ao lado da igrejinha da aldeia e outro, à beira de um precipício, únicos habitantes que restaram no lugar.
Mais detalhes em http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,imaginacao-e-risco-em-conto-coletivo,816852,0.htm





