
Finalmente, no dia 21, após uma semana interditado devido à cirurgia da mão, comecei a assistir as aulas no curso de Letras da UERJ/FFP, campus São Gonçalo, turma do 2º semestre de 2009.
Eis que de repente, na quinta-feira, dia 24, fomos pegos de surpresa (claro que seria assim) para o trote.
Chuva fininha, tempo fechado, ninguém acreditando que seria naquele dia. E, não mais que de repente, foram chegando, disfarçando, dando a entender que a dinâmica de grupo que estava sendo conduzida para integração dos novos alunos era parte da aula e, ...tchan..tchan..tchan.. tchan!! Era o dia do trote mesmo!!!
Há coisas que não se explicam! Se faz, e nela se embute a explicação! Por que trote? Uns acham infantilidade, outros, comemoração, muitos, violência, alguns, invasão e desrespeito. É o trote, e é ele. É pegar ou largar! Uma instituição!
Não dava pra correr. Nem eu iria perder essa oportunidade rara na minha vida.
Vesti rapidamente a camisa branca recomendada para o dia, e deixei-me ser tela para os veteranos. No começo olhavam os meus cabelos grisalhos com certa “reverência” rs..., mas logo passaram e me ver como um “calouro” e me dar o tratamento “merecido” rs!
Só lamentei não estar com a câmera na bolsa, mas uma colega, (ah! as previdentes e pitonisas mulheres!) pôde fazer o registro desse momento único nas nossas vidas.
Curti de tudo. A fila do “elefantinho”, o desfile em bloco pela escola, o fazer reverência aos prédios para agradecer por estar ali, a matança de formigas “a grito” no gramado, a descida de “esquibunda” na rampa gramada, o receber todo tipo de esdrúxulas ordens dos mais antigos, o dar a cara, cabelo e o corpo a pintar, e toda uma relação de tarefas para calouros, elaborada pelos “vingativos” veteranos!
Graças à cirurgia da mão, livrei-me de fazer o “esquibunda” e ir à rua (estava chovendo) pedir dinheiro para a compra de cerveja para a comemoração ... muito justa! Mas contribui com algum dinheiro! Tive certo tratamento VIP (os 62 anos trazem alguma vantagem..rs), mas se estivesse bem da mão eu iria.
E assim aconteceu. Entre “calouros e veteranos”, todos se salvaram! Foi ótimo!
Bem, o espaço deste blog não é necessariamente para esse tipo de “reportagem”..rs.., mas os que o visitam hão de entender a minha empolgação e felicidade nesse momento de comemoração dessa vitória que quero compartilhar com todos.
Sei que chegar à universidade é apenas um começo. A estrada que se abre há que ser conquistada, desbravada e pavimentada, para que seja percorrida e sirva de caminho até onde me proponho a chegar. Quero e sei que vou chegar!!
Lacro esse momento com um poema de Mário Quintana:
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!